James Clerk Maxwell (1831-1879)

Aos dezesseis anos, James começou a estudar matemática, filosofia natural e lógica na Universidade de Edimburgo. Em 1850 mudou-se para Cambridge, filiando-se ao Peterhouse College. Por ser mais fácil obter uma bolsa de estudos, mudou-se para o Trinity College, que havia sido freqüentado por Isaac Newton (1642 – 1727). Formou-se em 1854 em matemática com grande destaque entre os outros estudantes. Apesar disso, não recebeu o prêmio de melhor aluno pois não se preparou adequadamente para os pesados exames de fim de curso.

Maxwell tornou-se membro do Trinity College onde continuou trabalhando até 1856. Nesse ano, como queria ficar mais tempo com seu pai, que estava gravemente doente, foi trabalhar como Professor de Filosofia Natural no Marischal College em Aberdeen, no norte da Escócia. Enquanto estava no Trinity, Maxwell começou suas pesquisas sobre eletricidade e magnetismo. Seu primeiro trabalho sobre o assunto foi publicado em 1856.

Em fevereiro de 1858, Maxwell tornou-se noivo de Katherine Mary Dewar e casou-se com ela em junho de 1859.

Em 1859, concorreu para ocupar a cadeira de Filosofia Natural na Universidade de Edimburgo, mas perdeu o posto para Peter Guthrie Tait (1831-1901), seu amigo pessoal desde os tempos da Academia de Edimburgo. Apesar de suas qualidades como matemático,Maxwell não era um bom professor para alunos iniciantes, o que favoreceu Tait.

Apesar de ter se tornado genro do diretor do Marischal College, Maxwell foi despedido em 1860, quando este se uniu ao King’s College, e teve que procurar outro emprego. Em 1860 Maxwell foi indicado para ocupar a cadeira de Filosofia Natural no King’s College de Londres onde permaneceu até 1865.

Após deixar o King’s College de Londres, Maxwell retornou à região em que passou sua infância, Glenlair, dedicando-se a escrever seu famoso livro sobre eletromagnetismo, o Tratado sobre Eletricidade e Magnetismo, publicado em 1873.

Em 1871, foi trabalhar, após grande relutância por sua parte, como diretor do Laboratório Cavendish em Cambridge. Ele ajudou a projetar e desenvolver este importante laboratório, pelo qual, posteriormente passariam importantes físicos como J. J. Thomson (1856 – 1940) e Ernest Rutherford (1871-1937).

Entre 1874 e 1879, dedicou-se intensamente à edição dos trabalhos e manuscritos sobre matemática e eletricidade experimental de Henry Cavendish, que publicou em 1879. Nesta época, já apresentava sérios problemas de saúde por causa de um câncer no estômago. Voltou com sua esposa, também doente, para Glenlair para passar o verão. Maxwell sofria muitas dores e sua saúde continuou piorando. Quando voltou para Cambridge após o verão, mal conseguia caminhar; veio a falecer logo em seguida.

O lugar de Maxwell entre os grandes físicos do século XIX deve-se a suas pesquisas sobre eletromagnetismo, teoria cinética dos gases, visão colorida, anéis de Saturno, óptica geométrica, e alguns estudos sobre engenharia. Ele escreveu quatro livros e cerca de cem artigos científicos. Foi também editor científico da nona edição da Enciclopédia Britânica, para a qual contribuiu com vários verbetes.

Os sólidos conhecimentos de Maxwell sobre história e filosofia da ciência refletem-se em certas abordagens filosóficas presentes em seus artigos originais e em seus trabalhos em geral. Seus trabalhos exerceram, e continuam exercendo, enorme influência em toda física. A famosa teoria da relatividade restrita nasceu a partir de estudos de questões relacionadas ao eletromagnetismo e às “equações de Maxwell”. Os sistemas de unidades eletrostático e eletromagnético introduzidos por Maxwell são utilizados, com algumas mudanças, por físicos e engenheiros até os dias de hoje. Seus estudos sobre teoria cinética dos gases foram aprofundados e desenvolvidos por Boltzmann, Plank, Einstein e outros. Após o experimento de Hertz que confirmou a existência de ondas eletromagnéticas, o desenvolvimento de novas tecnologias baseadas na natureza eletromagnética da luz tornou-se um fato que exerceu e continua exercendo enormes influências sobre nossas vidas.

Como Maxwell costumava trabalhar em vários assuntos diferentes em seqüência, chegando às vezes a publicar trabalhos sobre o mesmo assunto com um intervalo de vários anos entre um e outro, não vamos seguir uma seqüência cronológica ao descrever seus trabalhos – mas sim apresentar certos aspectos de algumas de suas contribuições para a física, como a teoria de visão colorida, termodinâmica e eletro magnetismo.

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Emulador de MÁRIO e NES no Android

Fazem alguns dias que comprei meu HTC Desire HD (sistema operacional Android) e instalei um emulador de Super Nintendo (SNES), este foi um dos poucos videogames que tive, e nunca fui tão viciado, na verdade nada comparado ao meu primo Guilherme Barneche que sempre me chicoteava nos games. Assim que instalei o Mario me veio aquela nostalgia! Mas jogar com o controle touch screen é péssimo, não tem experiência tátil e o seu dedo fica encima do jogo.
Então pensei, é claro que alguém já ligou o controle original no celular, e estava certo,  Imagemencontrei este vídeo: “http://www.youtube.com/watch?v=_FZTz2KO9vU“. Mas tem um detalhe muito importante este projeto, é para NES e não oSNES (mais novo), ou seja, sabia que era possível fazer e tinha os materiais para isto, então só esperei sobrar um tempo para fazer (o único componente que não tinha era o controle, mas consegui um paralelo por R$ 18,00 no Pop Center).

Como funciona:
O controle do SNES esta ligado a Arduino, é bem fácil obter as teclas pressionadas, mas existe uma biblioteca para tornar esta tarefa ainda mais simples (NESpad/SNESpad). Cada tecla pressionada liga um bit dentro do número que representa o estado das teclas do controle, e este estado (número) é enviado via Bluetooth (uso o BlueSMiRF) para o Android.
No Android, quem recebe este número é o Amarino, mas ele apenas recebe o número, ainda é necessário um App (que foi modificado a partir deste exemplo “SoftKeyboard“) para converter este número em teclas pressionadas (uso Bitwise) como um teclado do Android.
Por fim é só configurar o emulador para entender as teclas pressionadas como os comandos dentro do mesmo (pular, andar, girar, etc…)

Desta forma o controle pode ser usado como o teclado do seu Android, e ainda ser configurado como o controle de outros emuladores.

Sobre o módulo bluetooth BlueSMiRF:
Depois de configurado ele será o seu “cabo USB virtual” pois da mesma forma que usamos o comando Serial.print(“…”) para enviar dados via porta serial, o mesmo dado será enviado via bluetooth.
A App Amarino utiliza 57.600 de baudrate, e os módulos BlueSMiRF normalmente vem com 9.600.
Para configurar o blueSMiRF utilizei alguns tutoriais:
– http://todbot.com/blog/2006/02/23/howto-mac-os-x-bluetooth-serial-port/
– http://www.sparkfun.com/tutorials/67